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Viagens de Trem pela Europa

Se você vai viajar de trem pela Europa, relaxe: é muito mais fácil, confortável e tranquilo do que pegar um avião. Quase não há atrasos ou cancelamentos, mesmo nos invernos inclementes. E nem o medo do terro­rismo criou empecilhos como ocor­re nos aeroportos.

Esses fatores t√™m colocado em vaga de novo o bom e velho trem. Ali√°s, ‚Äúvelho‚ÄĚ coisa nenhuma: as ferrovias europ√©ias se modernizaram como nunca nos √ļltimos quin¬≠ze anos, ganhando esta√ß√Ķes sofisti¬≠cadas, onde existe internet wi-fi, lo¬≠jas chiques e mostras de arte.

Para um brasileiro, √© dif√≠cil ima¬≠ginar isso. Afinal, d√©cadas de equ√≠vocos pol√≠ticos nos legaram um pa√≠s em que existem apenas tr√™s acanha¬≠das ferrovias de passageiros, tota¬≠lizando menos de 2.000 quil√īmetros de trilhos. Trem, no Brasil, √© uma vaga lembran√ßa do passado. Nada mais diferente que o cen√°rio euro¬≠peu, onde, numa √°rea equivalente √† de nosso pa√≠s, acumulam-se mais de 240.000 quil√īmetros de ferrovias ‚ÄĒ ou seja, 120 vezes mais que por aqui.

S√£o trens de todo tipo: dos ul¬≠tra-velozes TGVs (sigla em franc√™s para Trem de Alta Velocidade) aos relaxantes comboios tur√≠sticos que cortam os Alpes. Ou ainda, dos mo¬≠dernos trens executivos que interli¬≠gam cidades alem√£s aos hot√©is sobre trilhos que transportam passageiros durante a noite entre as grandes ca¬≠pitais como Madri e Paris. E mais: en¬≠quanto os aeroportos somam algu¬≠mas centenas, as esta√ß√Ķes ferrovi√°rias s√£o milhares por todo o conti¬≠nente. Assim, voc√™ pode viajar tran¬≠quilamente entre cidades m√©dias e pequenas, sem ter de mudar de meio de transporte no caminho.

N√£o √© de estranhar que os trilhos estejam fazendo frente √†s turbinas. Hoje em dia, 70% do tr√°fego de pas¬≠sageiros entre Londres e Paris √© feito pelo Eurostar, o trem inaugurado em 1994 que cruza o Canal da Mancha por um t√ļnel submarino a mais de 300 quil√īmetros por hora. Com a abertura de um trecho que corta caminho em terras da rainha, mais gente opta pela viagem ferrovi√°ria. √Č que o percurso entre as capitais tem a dura√ß√£o di¬≠minu√≠da de 2h35 para 2h 15.¬† Por incr√≠vel que pare√ßa, √© quase a metade do tempo que se gasta de avi√£o, se considerando o embarque e a dist√Ęncia dos aeroportos.

No trecho entre Londres e Bruxelas, o tempo de viagem √© ainda menor: 1h25. ‚ÄúO trem acabou com os voos entre as duas cidades‚ÄĚ, diz Xavier Theret, diretor para a America Latina da Rail Europe. √Č um exagero: ainda existem linhas a√©reas ligando as capitais da Inglaterra e da B√©lgica. Mas hoje s√£o menos da metade do que existia h√° quinze anos, todas oferecendo mil descontos para tentar sobreviver. Mesmo com a lambuja das companhias a√©reas, a frequ√™ncia dos trens aumenta de modo expresso. J√° s√£o nove sa√≠das di√°rias entre Londres e Bruxelas ‚ÄĒ um trecho ferrovi√°rio que nem sequer existia doze anos atr√°s. S√≥ perde para o itiner√°rio Londres‚ÄĒParis, que v√™ diariamente quinze Eurostars indo de um lado a outro.

A velocidade, por√©m, n√£o √© o √ļnico fator ‚ÄĒ longe disso, ali√°s. Talvez o conforto seduza mais que a rapidez. N√£o h√° compara√ß√£o, por exemplo, entre as poltronas do Eurostar e as dos avi√Ķes de carreira: no mais apertado dos comboios franceses, o espa√ßo por passageiro √© no m√≠nimo 40% maior do que num moderno Boeing 777.

Em um trem, tamb√©m n√£o h√° necessidade de cintos de seguran√ßa e voc√™ pode zanzar de c√°, para l√° e vice-versa, algo particularmente agrad√°vel naqueles que incluem bar ou vag√£o-restaurante. Ou, ainda, sentir-se livre para descer numa esta√ß√£o qualquer para dar um passeio e pegar o pr√≥ximo trem, gra√ßas aos cada vez mais populares passes. ‚ÄúDa para aproveitar muito melhor o tempo, porque as esta√ß√Ķes est√£o sempre perto do centro das cidades‚ÄĚ, empolga-se a universit√°ria argentina Ang√©lica Rojas, que comprou um passe de quinze dias ao lado de mais cinco amigos.

Alguns desses passes s√£o t√£o completos que incluem descontos ou entrada gratuita em museus, um luxo com o qual nenhum turista ousava sonhar alguns anos atr√°s. E outros d√£o direito a desfrutar os cada vez mais badalados trens tem√°ticos. Como o Snow Train, que sai de Londres com destino as esta√ß√Ķes de esqui nos Alpes, com direito a discoteca a bordo para a mo√ßada se aquecer. Ou os trens panor√Ęmicos e hist√≥ricos ‚ÄĒ h√° mais de vinte deles! E, ainda, o trem do Chocolate que permite descer nas principais regi√Ķes produtoras de queijos e doces da Su√≠√ßa. Uma alternativa perfeita para os viciados em acepipes.

Conheça alguns tipos de transporte ferroviário que você pode desfrutar na Europa:

ALTA VELOCIDADE

S√£o trens capazes de viajar a mais de 500 km/h (ainda que na pr√°tica n√£o passem de 320 km/h). A linha mais famosa √© a Eurostar, que liga Londres a Paris em meras 2h15. A viagem nela acaba sendo mais r√°pida que a realizada por via a√©rea, devido √† agilidade do embarque e √† localiza√ß√£o central das esta√ß√Ķes, em contraste com a burocracia dos check-in a√©reos e a dist√Ęncia dos aeroportos. S√≥ na Fran√ßa existem 665 trens r√°pidos, batizados de TGV (sigla em franc√™s para trem de alta velocidade), Eles cobrem 181 destinos. H√° similares na Alemanha (ICE), na It√°lia (ES), na Espanha (AVE) e na Su√©cia (X2000).

HOTEL SOBRE TRILHOS
Esses trens noturnos parecem cen√°rio de filme. S√£o equipados com cabines individuais ou familiares, com banheiro e ar-condicionado. O viajante recebe at√© mesmo uma n√©cessaire com produtos de higiene e perfumaria, como ocorre nos hot√©is. Al√©m disso, h√° o glamour do carro-restaurante, que serve jantar e caf√© da manh√£. Os mais famosos s√£o o Elipsos, que leva de Madri a Paris e vice-versa, o City Night Line, que cruza Alemanha, Su√≠√ßa e √Āustria, e o Artesia, que conduz de Roma a Paris e vice-versa. O √ļnico problema √© que, no Elipsos, por exemplo, h√° vag√Ķes novos e misturados a outros velhinhos e pu√≠dos. Vai da sua sorte.

TRENS TEM√ĀTICOS
J√° pensou em ir a uma ‚Äúbalada ferrovi√°ria‚ÄĚ? E a uma degusta√ß√£o de chocolates sobre trilhos? Pois h√° trens em que a atra√ß√£o est√° n√£o apenas no destino, mas tamb√©m a bordo, durante a viagem. O Snow Train, por exemplo, sai da Inglaterra e vai parando por toda a Fran√ßa para recolher f√£s de esqui na neve. O destino s√£o os Alpes e, no caminho, a galera se diverte no ‚Äúdisco car‚ÄĚ, o vag√£o discoteca. Outro famoso √© o Trem do Chocolate, apelidado de ‚ÄúTrem do Colesterol‚ÄĚ. Isso porque ele leva √†s principais f√°bricas de queijo e chocolates da Su√≠√ßa. Vez por outra surgem tamb√©m trens para en√≥logos, com degusta√ß√£o de vinhos a bordo.

R√ĀPIDO E BARATO

Há alternativas práticas e confortáveis às viagens de automóveis. São os trens que cobrem trajetos médios a mais de 200 km/h, geralmente dentro de um mesmo país. Os executivos os adoram: existem a bordo até tomadas para recarregar notebooks e, portanto, trabalhar durante a jornada. Se você é um turista, aproveite. Mas não se atreva a falar alto ou fazer bagunça!

PARA VER A PAISAGEM
Eles existem em v√°rios pa√≠ses, mas √© na Su√≠√ßa que atingem os p√≠ncaros ‚ÄĒ literalmente. H√° linhas como o Glacier Express, que ao longo de 8 horas cruza o pa√≠s passando por 291 pontes √© 91 t√ļneis nas montanhas, sempre de cara para paisagens nevadas. Outra linha, a Bernina, transpassa os Alpes de norte a sul, de Zurique a Tirano, na It√°lia. O ponto alto (mesmo!) √© a passagem pelo Passo Bernina, que fica a 2500 metros de altura. E h√° os trens que contornam os belos lagos su√≠√ßos, como o Golden Pass Line, que corre de Zurique a Genebra, passando pela famosa cidadezinha de Montreux.

Fonte: Próxima Viagem

Uma boa dica de site para consultas de viagem pela malha ferrovi√°ria da Europa:

www.raileurope.com

www.orient-express.com

Assista o vídeo e fique por dentro!

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